O Caso Negreira e a candidatura rival foram os principais temas mencionados pelo presidente do Real Madrid.
Florentino Pérez apresentou esta quinta-feira a sua candidatura às eleições do Real Madrid. No seu discurso, abordou diversos temas, entre os quais a candidatura rival e o “Caso Negreira” (denúncia de alegados pagamentos do Barcelona a José María Negreira, ex-vice presidente dos árbitros), mas sem nunca mencionar José Mourinho e a sua ida para o comando técnico dos merengues.
“Há meses que venho a detetar uma campanha na sombra contra o Madrid. Não é verdade que eu impeça ir às eleições. Os únicos proprietários são os sócios”, começou por dizer em ataque direto ao rival, Enrique Riquelme. “Agora que há um candidato, já sabemos quem está por trás. São os mesmos que estiveram numa assembleia que todos gostaríamos de apagar da nossa memória, que roubaram a soberania aos parceiros. Já sabemos como terminou a etapa de Ramón Calderón, um presidente que teve de ir depois da maior vergonha em 124 anos de história. Não vêm servir ao Real Madrid, vêm servir-se a si mesmos. Sou do Real Madrid e outros querem que seja seu”, finalizou.
Florentino Pérez abordou, ainda, o “Caso Negreira” e deixou uma promessa: “Não se entende que um clube tenha pagado durante 20 anos ao vice-presidente dos árbitros. Somos o único clube que se apresentou. Os sócios do Madrid conhecem-me e sabem que não vou parar até que se dirijam as responsabilidades. Vamos fornecer à UEFA todas as informações recolhidas ao longo dos anos”.
Para o futuro, o Bernabéu infinito é um dos objetivos. “O Bernabéu tem a tecnologia do futuro. O futuro não se improvisa. Pensamos em grande para fazer uma revolução tecnológica. Estamos a criá-la com a Apple. Estamos diante de uma utopia tecnológica que será real. Queremos alimentar os sonhos que o Real Madrid provoca”, revelou.
As eleições do Real Madrid estão marcadas para 7 de junho, que vai opor o atual presidente, Florentino Pérez, de 79 anos, ao empresário Enrique Riquelme, de 37, fundador e presidente do Grupo Cox, que opera no setor da energia.
Texto: OJOGO