Benfica quer o Dragão interditado após clássico e apresenta queixa contra o FC Porto
O clássico entre FC Porto e Benfica, disputado no Estádio do Dragão e terminado com uma vitória portista por 3-1, continua a gerar consequências para além das quatro linhas.
Três dias depois do encontro, o Sport Lisboa e Benfica apresentou uma queixa junto do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, na qual solicita a análise de vários episódios ocorridos durante e após a partida.
A participação apresentada pelo clube encarnado contempla quatro situações distintas.
Uma delas está relacionada com o comportamento de um elemento ligado ao FC Porto. Segundo a exposição do Benfica, um roupeiro do clube portista terá dirigido gestos ofensivos na direção do banco benfiquista após um dos golos da equipa da casa.
O Benfica aponta também responsabilidades ao médio Gabri Veiga. O jogador, autor do primeiro golo do FC Porto, é acusado pelos encarnados de ter atirado uma garrafa na direção da área técnica do Benfica durante o encontro. O clube entende que o episódio deverá ser analisado disciplinarmente.
Outro dos pontos apresentados está relacionado com o ambiente no Estádio do Dragão. O Benfica contesta a utilização do sistema de som do recinto após o apito final, alegando que foi reproduzida música considerada provocatória para os adeptos encarnados presentes nas bancadas.
A participação inclui ainda uma questão relacionada com as imagens captadas pelo Porto Canal. O Benfica questiona a utilização e divulgação de imagens do seu banco durante o encontro, levantando dúvidas quanto aos direitos de imagem envolvidos.
Com base no conjunto destas situações, o clube solicita a intervenção das entidades disciplinares e coloca também sobre a mesa a possibilidade de interdição do Estádio do Dragão.
A iniciativa surge poucos dias depois de um clássico marcado pela expulsão de Clément Lenglet e pela vitória do FC Porto por 3-1.
O processo deverá agora seguir os trâmites disciplinares habituais, cabendo ao Conselho de Disciplina analisar os factos apresentados, as provas disponíveis e o eventual enquadramento regulamentar de cada situação.
A polémica do clássico, desta forma, prolonga-se para além do resultado desportivo e entra agora no terreno institucional.